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Sexta Cultural

Maio 23, 2008

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Pérolas de Bejani, o prefeito de Juiz de Fora

Abril 16, 2008

Todos os vídeos estão no canal LêTêVê http://br.youtube.com/leteve
 
 
Bejani fala sobre direito, manifestação, crime, seriedade…
Trouxemos aqui uma sequência de valores morais propalados por nosso então prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani. Muito cabíveis nos anos que se sucederam a essas declarações.
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Bejani: “facilidade todo mundo gosta”
Frase memorável do prefeito de Juiz de Fora Alberto Bejani. Vale a pena repetir, hein?
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Bejani na mesa de debates, erros gratificantes na TV
Vale a pena repetir, hein? Esses são os erros gratificantes do programa Mesa de Debates do dia 10 de fevereiro de 2006, onde Geraldo Magela e cia recebem o Prefeito Alberto Bejani. Vale ressaltar que as falas inicial e final de Bejani foram colocadas aqui para efeito. Elas estão fora de contexto.
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Bejani: “cidadão empregado não procura o crime”
Bejani assume que lida muito bem com a classe empresarial de Juiz de Fora por serem eles quem dão emprego. E nesse trecho, ele diz qual é o próprio conceito de emprego.
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Bejani: “Estudantes da manifestação nem são de Juiz de Fora”
Bejani argumenta em oposição ao Movimento Contra o Aumento da Passagem. O argumento em destaque é o elevado número de estudantes de outras cidades que fazem “baderna” aqui. Para isso, discorre sobre a necessidade de um vestibular unificado nas universidades federais para garantir que pessoas de fora não concorram ao vestibular da UFJF. Com isso, privilegie estudantes da região.
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Recordar é vivier: eu não sou bobo
Bejani fala a favor do aumento da passagem e em oposição ao Movimento Contra o Aumento da Passagem.
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Recordar é viver: o caminho é o judiciário
Bejani fala o porque não recebeu os estudantes
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Recordar é viver: tudo o que aconteceu foi filmado
Bejani ameaça processar e se refere aos estudantes “filiados à partido” como estudantes com “infiltração política”! rs
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Recordar é Viver: Bejani e a tarifa de ônibus
Contraposição de Bejani com o comercial da Astransp
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Recordar é viver: Bejani e o Movimento Contra o Aumento da Passagem

Abril 13, 2008


 

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A quem querem calar?

Janeiro 3, 2008

Retirado de: www.jornalotrabalho.com.br

Os propagadores do fim da luta dos explorados contra seus exploradores devem estar perdendo o sono com o estridente ruído da luta de classes nos últimos dias.

Na Europa, a greve na França expressa a rejeição, como as mobilizações em Portugal, na Itália e a greve dos ferroviários na Alemanha, à política ditada pela União Européia e a nova investida para tentar empurrar “goela abaixo” dos povos a Constituição rejeitada em 2005. Os trabalhadores reagem, eles sentem na carne a política da União Européia, a serviço do imperialismo - em particular dos Estados Unidos - que retira direitos duramente conquistados pela classe operária (ver pág.7).

No continente latino-americano avança a ação das massas para impor a soberania nacional.
Na Venezuela milhares de trabalhadores se manifestam nas ruas, atendendo ao chamado de Chávez, contra a nova ofensiva orquestrada pelo governo estadunidense. Também na Bolívia, milhares marcharam da cidade de El Alto até La Paz,  contra as investidas da burguesia para dividir o país.

A tensão se eleva no continente, mas os trabalhadores sabem muito bem quem são seus inimigos.

O “cala-te” dirigido a Chávez pelo rei da Espanha – servil a Bush – durante a Cúpula Ibero-americana em Santiago do Chile, na verdade expressa a pretensão das forças imperialistas de fazer calar os povos que rejeitam a política que retira seus direitos e esmaga os salários. Os povos que lutam para recuperar as riquezas nacionais usurpadas pelo capital e contra os Tratados de Livre Comércio que pretendem submeter os países aos interesses das multinacionais. Lutam para viver como nações livres!  Os povos não se calarão e é preciso reforçar sua luta. Para isso é uma ajuda reunir no México, em março de 2008, delegações de trabalhadores que em todos os países do Continente lutam para livrar-se da política do imperialismo (ver pág 8).

Nessa situação, é mais que urgente combater no Brasil a política que retoma as privatizações, que recusa a reforma agrária e ameaça os direitos. Essa luta corresponde a já dita e repetida vontade da maioria do povo brasileiro para recuperar a Vale do Rio Doce. É ela que pode ajudar as famílias a terem a terra para trabalhar e sobreviver e vai de encontro com a disposição dos trabalhadores, expressa pela CUT, de não aceitarem a anunciada proposta do ministro Marinho de reforma da Previdência para retirar direitos das futuras gerações.

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A elite esperneia

Setembro 7, 2007

por Paula Pacheco

 

Desde a face pública, com o movimento Cansei, até nas rodas do high society, o topo da pirâmide reclama do Brasil

A elite esperneia

Desde a separação de Ricardo Mansur, em 2003, Patrícia Rollo leva uma vida mais modesta. Trocou a espaçosa casa no Morumbi por um apartamento pequeno, ainda que bem decorado, na região dos Jardins. Os lautos tempos de primeira-dama do império Mesbla e Mappin parecem coisas do passado. Patrícia, porém, como ela mesma diz, continua a fazer parte de um “clubinho”, um universo de brasileiros que mal chegam à casa do milhão de integrantes, usualmente denominados de elites.

A exemplo de vários dos seus pares, Patrícia está cansada. E não só do presidente Lula ou do caos aéreo. Está farta de ser apontada, ao lado dos amigos, como responsável pelas mazelas históricas do País. “Os menos privilegiados fantasiam a elite como uma vida perfeita”, afirma a socialite. Antes de continuar o raciocínio, manuseia o colar de pérolas. “O povo está acomodado. Não vou falar dos baianos. Será que devo falar? Até pelo clima, pelo calor, pela falta de cultura, é inerte. Tem gente que fica com o Bolsa Família e não trabalha mais”, analisa, para em seguida enumerar seus apoios a projetos sociais. Entre eles, a doação dos lucros do livro Boas Maneiras – Nunca é tarde para aprender ao projeto Escola do Futuro, que mantém 600 alunos carentes.

A reação de Patrícia é parte de um fenômeno que tem se manifestado de forma mais constante e do qual o movimento Cansei, encabeçado pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, o promoter João Dória Jr., cantores e celebridades, é a face mais pública e comportada. Nos cafés de 9 reais e coiffeurs, nas mesas dos restaurantes que servem Petrus nas suas cartas de vinho e nas butiques de grife das maiores cidades percebem-se os indícios de uma rebelião dos abastados, pautados pelo noticiário renitente e monocórdio  acerca da “corrupção nunca antes vista” e menos afeitos a admitir responsabilidade pelo enorme fosso social, pela captura do Estado por interesses privados e pelas limitações da cidadania que, no fim das contas, afeta a todos.

 

http://www.cartacapital.com.br/2007/07/459/a-elite-esperneia

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Hoje tomei café com Hilda Hilst. Gostei muito dessa crônica dela para o “Correio Popular” de Campinas-SP. Extraído do livro “trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959″

Agosto 19, 2007

Hilda Hilst

 

Tô Só

Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá

de teta

de azul

de berimbau

de doutora em letras?

E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar…

Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?

Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?

nave

ave

moinho

e tudo mais serei

para que seja leve

meu passo

em vosso caminho.

Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.