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A quem querem calar?

Janeiro 3, 2008

Retirado de: www.jornalotrabalho.com.br

Os propagadores do fim da luta dos explorados contra seus exploradores devem estar perdendo o sono com o estridente ruído da luta de classes nos últimos dias.

Na Europa, a greve na França expressa a rejeição, como as mobilizações em Portugal, na Itália e a greve dos ferroviários na Alemanha, à política ditada pela União Européia e a nova investida para tentar empurrar “goela abaixo” dos povos a Constituição rejeitada em 2005. Os trabalhadores reagem, eles sentem na carne a política da União Européia, a serviço do imperialismo - em particular dos Estados Unidos - que retira direitos duramente conquistados pela classe operária (ver pág.7).

No continente latino-americano avança a ação das massas para impor a soberania nacional.
Na Venezuela milhares de trabalhadores se manifestam nas ruas, atendendo ao chamado de Chávez, contra a nova ofensiva orquestrada pelo governo estadunidense. Também na Bolívia, milhares marcharam da cidade de El Alto até La Paz,  contra as investidas da burguesia para dividir o país.

A tensão se eleva no continente, mas os trabalhadores sabem muito bem quem são seus inimigos.

O “cala-te” dirigido a Chávez pelo rei da Espanha – servil a Bush – durante a Cúpula Ibero-americana em Santiago do Chile, na verdade expressa a pretensão das forças imperialistas de fazer calar os povos que rejeitam a política que retira seus direitos e esmaga os salários. Os povos que lutam para recuperar as riquezas nacionais usurpadas pelo capital e contra os Tratados de Livre Comércio que pretendem submeter os países aos interesses das multinacionais. Lutam para viver como nações livres!  Os povos não se calarão e é preciso reforçar sua luta. Para isso é uma ajuda reunir no México, em março de 2008, delegações de trabalhadores que em todos os países do Continente lutam para livrar-se da política do imperialismo (ver pág 8).

Nessa situação, é mais que urgente combater no Brasil a política que retoma as privatizações, que recusa a reforma agrária e ameaça os direitos. Essa luta corresponde a já dita e repetida vontade da maioria do povo brasileiro para recuperar a Vale do Rio Doce. É ela que pode ajudar as famílias a terem a terra para trabalhar e sobreviver e vai de encontro com a disposição dos trabalhadores, expressa pela CUT, de não aceitarem a anunciada proposta do ministro Marinho de reforma da Previdência para retirar direitos das futuras gerações.

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